Eu sou uma e as vezes contra minha própria pessoa
E mais, sinto pelos que presenciaram minhas altas mutilações.
Hoje elas pesam na minha alma e no coração a tanto prego pregado que
Mal consigo respirar sem sentir dor e ferir outros.
Quero sumir, correr e grito para ensurdecer
Mas no meu silencio é que sou ouvida por mim mesma
Que triste situação, me vejo definhando
E quase sem lagrimas nem emoção
O que e porque tentar algo sem solução.
Recuo me fecho e não aceito aproximação
Mas isso só dói mais fundo como rejeição e traição
Entalada em forma de uma imensa bola de pelo engasgada no coração
Lá dentro cresce e por fora aperta em cada movimento de contração.
Pobre, podre relação
Sobrevive de pouca ação
E muita carga para a costa de uma pessoa de muita contradição
Vivendo por um milagre, amando e se doando sem inspiração.
Arma que não atira por ter dependentes em plena dependência de ação.
25 de março de 2011,
19:51:24
by Roberta Pichler Conrado.

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