
Realmente, o problema é sempre a dose!
A pouca dose do amor,
a pouca dose do tesão,
a pouca dose da ação e da reação!
Realmente, o problema é sempre a dose.
A dose fraca do veneno que não mata,
mas que deixa moribundo e vegetativo o ouvinte,
o leitor e o transeunte.
A pouca dose das boas conversas,
dos grandes sorrisos, dos grandes encontros...
A dose máxima dos desencontros,
da falta de cumplicidade,
das tormentas que nem precisavam acontecer...
mas que acontecem porque deixamos que aconteça.
De fato... de fato realmente, o problema é a dose.
A dose medíocre e fraca dos cafés, das palavras,
dos gestos. A dose de uma interrogação do que seria sem ser,
mesmo quando já foi há tempos.
A dose fraca e miserável do estado de vida,
do mal estado de vida! E puxa vida... que dose é essa?
Por que tão inacabada ou acabada?
Por que tão injusta ou justa?
O problema que nos absorve e nos consome,
definitivamente, é a dose. A dose do que queremos ser,
do que queremos para nós... a dose que, infelizmente,
muitas vezes não damos na nossa vida!
E essa é a diferença para sempre!
Porque, entre o remédio e o veneno...
a diferença também é a dose.
(Adriano Hungaro)
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