sábado, 25 de abril de 2009

→ Não Enceno, Amo!


No teatro da vida
Construí meu tablado
Entre holofotes
Naveguei meu encanto
Soltando as amarras rebusquei
O meu canto
Tombos sofridos
Não paralisaram o meu conto
Assoalho escarpado
Estampa minha alma
Vagueando, sofreando,
prossegui ensaiando
Caio, ofusco,
Silencio...
Não crio personagens,
Apresento-me
Sou o vôo, o silêncio
A leoa, o cordeiro
Pétala que amacia âmago.
As plumas me vestem suavizando
As quimeras do meu pranto
No meu palco
Não enceno, vivo a realidade
Sofro, mas insisto:
Amo!!!


*Iara Melo*

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